Nutrologia

Deficiências Nutricionais Mais Comuns em 2026: Sinais, Causas e Como Tratar

O nutrólogo Dr. Lucas Nemes explica quais são as deficiências nutricionais mais diagnosticadas em 2026, como identificá-las e o tratamento adequado para cada uma.

personDr. Lucas Nemescalendar_today10 de abril de 2026schedule9 min de leitura
Deficiências Nutricionais Mais Comuns em 2026: Sinais, Causas e Como Tratar
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Deficiências Nutricionais Mais Comuns em 2026: Sinais, Causas e Como Tratar

Apesar do acesso crescente a informações sobre alimentação saudável, as deficiências nutricionais seguem sendo um dos problemas mais subestimados na medicina moderna. Em 2026, exames de rotina mostram que grande parte da população brasileira apresenta níveis insuficientes de ao menos um micronutriente essencial — muitas vezes sem saber.

Neste artigo, o Dr. Lucas Nemes, médico nutrólogo, apresenta as deficiências mais frequentes no consultório, os sinais que o corpo dá e como corrigir cada uma delas com segurança.

Por que as deficiências nutricionais são tão comuns?

A alimentação ultraprocessada, o ritmo de vida acelerado, o uso frequente de medicamentos e a redução da exposição solar são os principais fatores que explicam a alta prevalência de deficiências mesmo em pessoas que se alimentam razoavelmente bem.

Além disso, fatores como estresse crônico, disbiose intestinal e restrições alimentares — como dietas veganas sem suplementação adequada — aumentam significativamente o risco.

1. Vitamina D

A deficiência de vitamina D é a mais prevalente no Brasil e no mundo. Paradoxalmente, mesmo em um país tropical, estudos mostram que mais de 50% da população adulta apresenta níveis insuficientes.

Por que acontece: Passar a maior parte do dia em ambientes fechados, uso de protetor solar sem exposição mínima ao sol e dieta pobre em peixes gordurosos e ovos são as causas mais comuns.

Sinais mais frequentes:

  • Cansaço persistente sem causa aparente
  • Dores musculares e ósseas
  • Queda de cabelo
  • Baixa imunidade — infecções frequentes
  • Alterações de humor e dificuldade de concentração

Como tratar: A reposição é feita com suplementação oral de colecalciferol (vitamina D3), com dose e duração definidas pelo médico com base no exame de sangue 25(OH)D. A automedicação é um risco frequente nesse caso — doses excessivas de vitamina D acumulam no organismo e podem causar toxicidade.

2. Vitamina B12

A B12 é essencial para a produção de glóbulos vermelhos, funcionamento do sistema nervoso e síntese de DNA. Sua deficiência é particularmente comum em pessoas acima de 50 anos, veganos e pacientes em uso prolongado de metformina ou omeprazol.

Sinais mais frequentes:

  • Formigamento nas mãos e nos pés
  • Memória fraca e dificuldade de raciocínio
  • Anemia
  • Língua avermelhada e dolorida
  • Fadiga intensa

Como tratar: A reposição pode ser feita por via oral ou intramuscular, dependendo da causa da deficiência. Quando há má absorção intestinal — como na gastrite atrófica — a via intramuscular é mais eficaz.

3. Ferro

A deficiência de ferro é a causa mais comum de anemia no mundo. No Brasil, afeta especialmente mulheres em idade fértil, gestantes, crianças e atletas de endurance.

Sinais mais frequentes:

  • Cansaço e fraqueza
  • Palidez na pele e nas mucosas
  • Falta de ar ao esforço
  • Unhas frágeis e quebradiças
  • Desejo de comer substâncias não alimentares — gelo, terra, amido (pica)

Como tratar: A suplementação de ferro ferroso é eficaz, mas precisa ser acompanhada por médico. A causa da deficiência sempre deve ser investigada — em adultos, perda crônica de sangue no trato gastrointestinal é uma possibilidade que não pode ser ignorada.

4. Magnésio

O magnésio participa de mais de 300 reações enzimáticas no organismo e é consumido em maior quantidade em situações de estresse físico e emocional. Sua deficiência raramente aparece em exames de sangue convencionais — pois o corpo mantém os níveis séricos estáveis às custas dos estoques nos ossos e tecidos.

Sinais mais frequentes:

  • Câimbras musculares, especialmente à noite
  • Ansiedade e irritabilidade
  • Insônia
  • Palpitações
  • Enxaqueca frequente

Como tratar: A reposição oral com glicinato ou malato de magnésio é bem tolerada. O citrato de magnésio também é eficaz, mas pode ter efeito laxativo em doses mais altas.

5. Zinco

O zinco é fundamental para o sistema imunológico, cicatrização, produção de testosterona e função tireoidiana. Sua deficiência é comum em idosos, pacientes com doenças intestinais e pessoas que consomem pouca carne vermelha.

Sinais mais frequentes:

  • Queda de cabelo
  • Infecções frequentes
  • Cicatrização lenta
  • Alteração no paladar e olfato
  • Manchas brancas nas unhas

Como tratar: A suplementação de zinco deve ser feita com cautela — o excesso compete com a absorção de cobre e pode causar desequilíbrios. A dose e o tempo de uso devem ser orientados por médico.

Como saber se você tem alguma deficiência?

A maioria das deficiências nutricionais só é confirmada por exames laboratoriais. Os sintomas isolados são inespecíficos — cansaço, queda de cabelo e baixa imunidade, por exemplo, podem ter diversas causas.

Por isso, a avaliação com um médico nutrólogo é o caminho mais seguro. O especialista analisa o conjunto de sintomas, histórico alimentar, uso de medicamentos e resultados de exames para identificar deficiências reais e indicar a reposição adequada — sem excessos e sem riscos.

Conclusão

Deficiências de vitamina D, B12, ferro, magnésio e zinco estão entre as mais diagnosticadas em 2026 e podem impactar significativamente a qualidade de vida. A boa notícia é que, uma vez identificadas, a correção é possível com tratamento adequado e acompanhamento profissional.

Suspeita de alguma deficiência nutricional? Agende uma consulta com o Dr. Lucas Nemes e faça uma avaliação completa.